"There are some women fine-featured, a certain texture to their hair, a curve to the ears that sweeps like the turn of a shell. These women have fingers with the same sensitivities as their legs, the fingertips have the same feelings as their feet and when we touch their knukcles, it´s like passing your hands around their knees and this tender fleshy part of the fingers is the same as brushing your hands around their thigs, and finally...
Every woman is a mystery to be solved but a woman hides nothing forom a true lover. Her skin collor can tell us how to proceed. A hue like a blush of a rose, pink and pale and she must be coaxed to open her petals with a warmth like a sun. The pale and dappled skin of a redhead call for the lust of a wave crashing to the shore, so we may stirp up what lies beneath and bring the foamy delight of love to the surface. Althought there´s no metaphor that truly describes making love to a woman. The closest is playing a rare musical instrument. I wonder... does a Stradivarius violin feel the same rapture as the violinist when he coaxes a single perfect note from its heart?"
"Every true lover knows that the moment of the greatest satistaction comes when ecstasy is long over and he beholds before him th flower which has blossomed beneath his touch..."
Don Juan DeMarco, Movie.
domingo, 11 de janeiro de 2009
SONETO XLVII
Entre olho e coração um pacto distinto,
Bem servir um ao outro deve agora.
Quando para ver-te o olho está faminto,
Ou a suspirar de amor o coração se afoga,
O olhar desfruta o retrato de meu amor,
E o coração ao banquete figurado
Convida. De outra vez, ao imaginado amor
O olhar a tomar parte é convidado.
Assim, por meu amor ou tua imagem,
És sempre presente ainda que distante,
Pois não podes do pensar ir mais além
Se estou com ele em ti a todo instante.
Se adormecem, tua imagem na minha visão
Desperta ao deleite vista e coração.
WILLIAM SHAKESPEARE
Entre olho e coração um pacto distinto,
Bem servir um ao outro deve agora.
Quando para ver-te o olho está faminto,
Ou a suspirar de amor o coração se afoga,
O olhar desfruta o retrato de meu amor,
E o coração ao banquete figurado
Convida. De outra vez, ao imaginado amor
O olhar a tomar parte é convidado.
Assim, por meu amor ou tua imagem,
És sempre presente ainda que distante,
Pois não podes do pensar ir mais além
Se estou com ele em ti a todo instante.
Se adormecem, tua imagem na minha visão
Desperta ao deleite vista e coração.
WILLIAM SHAKESPEARE
"Névoas de ternura envolviam montanhas de desejo."
"É uma questão de ajustamento focal, de uma certa distância que o olho interior vibra ao transpor, bem como de um certo constraste que a mente percebe com um arquejo de perverso deleite"
Vladimir Nabokov
Lolita, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lo-lee-ta: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Lo. Lee. Ta.
"Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne.
Minha alma, minha lama.
Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo-Li-Ta.
Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita."
"É uma questão de ajustamento focal, de uma certa distância que o olho interior vibra ao transpor, bem como de um certo constraste que a mente percebe com um arquejo de perverso deleite"
Vladimir Nabokov
Lolita, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lo-lee-ta: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Lo. Lee. Ta.
"Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne.
Minha alma, minha lama.
Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo-Li-Ta.
Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita."
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Saberás ler estrelas, e
Amarás cada mínimo pedaço de terra.
Mais que isso:
Unir-se-á a ela
Em um inexorável espetáculo, onde o amado e o amante se tornam
Luzes de pura
Poesia.
Sentirás a dor ofegante
Ao abrir os olhos e nada ver, mas
Não te assustes:
Conheces bem o teu destino,
Amas tão intensamente quanto o coração de um menino, e
Ouso dizer que nada pode amar tanto assim.
Delicie-se com este desejo
E derrame-se na relva, pelo amanhecer.
Mas é preciso sempre se lembrar:
Onde tudo começa, tudo pode acabar
Uvas e morangos são tão doces quanto um beijo, e
Respostas indesejáveis tão amargas quanto medo.
Ainda assim, não temas: só ame
Autor: Anônimo.
Amarás cada mínimo pedaço de terra.
Mais que isso:
Unir-se-á a ela
Em um inexorável espetáculo, onde o amado e o amante se tornam
Luzes de pura
Poesia.
Sentirás a dor ofegante
Ao abrir os olhos e nada ver, mas
Não te assustes:
Conheces bem o teu destino,
Amas tão intensamente quanto o coração de um menino, e
Ouso dizer que nada pode amar tanto assim.
Delicie-se com este desejo
E derrame-se na relva, pelo amanhecer.
Mas é preciso sempre se lembrar:
Onde tudo começa, tudo pode acabar
Uvas e morangos são tão doces quanto um beijo, e
Respostas indesejáveis tão amargas quanto medo.
Ainda assim, não temas: só ame
Autor: Anônimo.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
O inferno é o meu máximo.
"Eu caíra na tentação de ver, na tentação de saber e de sentir. Minha grandeza, à procura da grandeza de Deus, levara-me à grandeza do inferno. Eu nao conseguia entender a Sua organização senão através do espasmo de uma exultação demoníaca. (...) A tentação do prazer. A tentação é comer direto na fonte. A tentação é comer direto na lei. E o castigo é não querer parar de comer, e comer-se a si próprio que sou matéria igualmente comível. E eu procurava a danação de uma alegria. Eu procuraria o mais orgíaco de mim mesma."
LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.
"Eu caíra na tentação de ver, na tentação de saber e de sentir. Minha grandeza, à procura da grandeza de Deus, levara-me à grandeza do inferno. Eu nao conseguia entender a Sua organização senão através do espasmo de uma exultação demoníaca. (...) A tentação do prazer. A tentação é comer direto na fonte. A tentação é comer direto na lei. E o castigo é não querer parar de comer, e comer-se a si próprio que sou matéria igualmente comível. E eu procurava a danação de uma alegria. Eu procuraria o mais orgíaco de mim mesma."
LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.
Nessa vida em que sou meu sono
Eu não sou meu dono
Quem sou é que me ignoro
E vive através desta névoa que sou eu
Todas as vidas que outrora tive numa só vida
Mar sou; baixo marulho ao alto rujo
Mas minha cor vem do meu alto céu
E só me encontro quando de mim fujo
Poema sem título de Fernando Pessoa
Extraído do disco Diamante Verdadeiro - 1999
Eu não sou meu dono
Quem sou é que me ignoro
E vive através desta névoa que sou eu
Todas as vidas que outrora tive numa só vida
Mar sou; baixo marulho ao alto rujo
Mas minha cor vem do meu alto céu
E só me encontro quando de mim fujo
Poema sem título de Fernando Pessoa
Extraído do disco Diamante Verdadeiro - 1999
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