O inferno é o meu máximo.
"Eu caíra na tentação de ver, na tentação de saber e de sentir. Minha grandeza, à procura da grandeza de Deus, levara-me à grandeza do inferno. Eu nao conseguia entender a Sua organização senão através do espasmo de uma exultação demoníaca. (...) A tentação do prazer. A tentação é comer direto na fonte. A tentação é comer direto na lei. E o castigo é não querer parar de comer, e comer-se a si próprio que sou matéria igualmente comível. E eu procurava a danação de uma alegria. Eu procuraria o mais orgíaco de mim mesma."
LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Nessa vida em que sou meu sono
Eu não sou meu dono
Quem sou é que me ignoro
E vive através desta névoa que sou eu
Todas as vidas que outrora tive numa só vida
Mar sou; baixo marulho ao alto rujo
Mas minha cor vem do meu alto céu
E só me encontro quando de mim fujo
Poema sem título de Fernando Pessoa
Extraído do disco Diamante Verdadeiro - 1999
Eu não sou meu dono
Quem sou é que me ignoro
E vive através desta névoa que sou eu
Todas as vidas que outrora tive numa só vida
Mar sou; baixo marulho ao alto rujo
Mas minha cor vem do meu alto céu
E só me encontro quando de mim fujo
Poema sem título de Fernando Pessoa
Extraído do disco Diamante Verdadeiro - 1999
Não sei sentir, não sei ser humano,
Não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens,
Meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e instintivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cotar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
De sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas
E ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.
Trecho do texto "Passagem das Horas" de Álvaro de Campos
Extraído do show Imitação da Vida - 1997
Não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens,
Meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e instintivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cotar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
De sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas
E ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.
Trecho do texto "Passagem das Horas" de Álvaro de Campos
Extraído do show Imitação da Vida - 1997
Eu estou sempre aqui, olhando pela janela.
Não vejo arranhões no céu nem discos voadores.
Os céus estão explorados mas vazios.
Existe um biombo de ossos perto daqui.
Eu acho que estou meio sangrando.
Eu já sei, não precisa me dizer.
Eu sou um fragmento gótico.
Eu sou um castelo projetado.
Eu sou um slide no meio do deserto.
Eu sempre quis ser isso mesmo.
Uma adolescente nua, que nunca viu discos voadores, e que acaba capturada por um trovador de fala cinematográfica.
Eu sempre quis isso mesmo: armar hieróglifos com pedaços de tudo, restos de filmes, gestos de rua, gravações de rádio, fragmentos de tv.
Mas eu sei que os meus lábios são transmutação de alguma coisa planetária.
Quando eu beijo eu improviso mundos molhados.
Aciono gametas guardados.
Eu sou a transmutação de alguma coisa eletrônica.
Uma notícia de saturno esquecida, uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado, uma odalisca andróide que tinha uma grande dor, que improvisou com restos de cinema e com seu amor, um disco voador.
Fragmentos do texto Disco Voador de Fausto Fawcet
Extraído do show 25 Anos e contra capa do mesmo disco - 1990
Não vejo arranhões no céu nem discos voadores.
Os céus estão explorados mas vazios.
Existe um biombo de ossos perto daqui.
Eu acho que estou meio sangrando.
Eu já sei, não precisa me dizer.
Eu sou um fragmento gótico.
Eu sou um castelo projetado.
Eu sou um slide no meio do deserto.
Eu sempre quis ser isso mesmo.
Uma adolescente nua, que nunca viu discos voadores, e que acaba capturada por um trovador de fala cinematográfica.
Eu sempre quis isso mesmo: armar hieróglifos com pedaços de tudo, restos de filmes, gestos de rua, gravações de rádio, fragmentos de tv.
Mas eu sei que os meus lábios são transmutação de alguma coisa planetária.
Quando eu beijo eu improviso mundos molhados.
Aciono gametas guardados.
Eu sou a transmutação de alguma coisa eletrônica.
Uma notícia de saturno esquecida, uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado, uma odalisca andróide que tinha uma grande dor, que improvisou com restos de cinema e com seu amor, um disco voador.
Fragmentos do texto Disco Voador de Fausto Fawcet
Extraído do show 25 Anos e contra capa do mesmo disco - 1990
sábado, 1 de dezembro de 2007
Living easy, livin' free
Season ticket, on a one,way ride
Asking nothing, leave me be
Taking everything in my stride
Don't need reason, don't need rhyme
Ain't nothing I would rather do
Going down, party time
My friends are gonna be there too
I'm on the highway to hell
I'm on the highway to hell
Highway to hell
I'm on the highway to hell
No stop signs, speedin' limit
Nobody's gonna slow me down
Like a wheel, gonna spin it
Nobody's gonna mess me 'round
Hey Satan! Paid my dues
Playin' in a rockin' band
Hey Mama!Look at me
I'm on my way to the promise land.
Uau!
I'm on the highway to hell
Highway to hell
I'm on the highway to hell
Highway to hel
lDon't stop me
And I'm going down all the way
On the highway to hell
Highway to Hell - AC/DC
Season ticket, on a one,way ride
Asking nothing, leave me be
Taking everything in my stride
Don't need reason, don't need rhyme
Ain't nothing I would rather do
Going down, party time
My friends are gonna be there too
I'm on the highway to hell
I'm on the highway to hell
Highway to hell
I'm on the highway to hell
No stop signs, speedin' limit
Nobody's gonna slow me down
Like a wheel, gonna spin it
Nobody's gonna mess me 'round
Hey Satan! Paid my dues
Playin' in a rockin' band
Hey Mama!Look at me
I'm on my way to the promise land.
Uau!
I'm on the highway to hell
Highway to hell
I'm on the highway to hell
Highway to hel
lDon't stop me
And I'm going down all the way
On the highway to hell
Highway to Hell - AC/DC
Assinar:
Postagens (Atom)
